quarta-feira, 7 de novembro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Aniversariantes mês de Outubro

Parabéns e beijos no focinho!



Cão co-terapeuta Diana



Essa cadelinha muito charmosa adora brincar com seus amiguinhos(as).

Onde trabalha: HC Unicamp e Centro Corsini

Comemora 7 anos dia 15






Cão co-terapeuta Pink



Essa fofura, anima as tardes dos pacientes dos hospitais que visita.

Onde trabalha: Hospital Ouro Verde (Alas -Pediatria e Saúde Mental)
Hospital Municipal de Nova Odessa

Comemora 7 anos dia 22

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cães terapeutas trabalham na recuperação de pacientes no Mário Gatti

Crédito: Zeca Filho
Aos sete anos Tequila, ou Teka, como é carinhosamente chamada, tem responsabilidades de gente grande. Desde o ano passado, ela é uma das voluntárias que visita todas as quartas-feiras as crianças da pediatria do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Acompanhada de três colegas - Pitty, Napoleão e Batata -, sua missão é levar alegria e fazer, por alguns momentos, com que os problemas dos pequenos pacientes no hospital sejam esquecidos.

Tequila, Pitty, Napoleão e Batata são cães terapeutas voluntários do Instituto para Atividades, Terapia e Educação Assistida por Animais de Campinas (Ateac) e, além dos trabalhos no Mário Gatti, percorrem os hospitais Ouro Verde; de Clínicas da Unicamp; Corsini, além de instituições como a Associação para o desenvolvimento dos Autistas de Campinas (Adacamp ) e o Centro de Vivência Infantil – Prefeitura de Campinas (Cevi). São mais de 800 pessoas atendidas por mês.

O trabalho, que pode parecer brincadeira para quem vê os cachorros passando pela porta de entrada de visitas e interagindo com todos, tem fundamento científico e é bastante sério. A presidente da instituição, Ylenise Marcolino, conta que a ideia surgiu quando a fundadora percebeu que seu filho, que era autista, melhorou em muito seu relacionamento com as pessoas a partir da vinda de uma cadela da raça labrador em sua casa. “Ela iniciou suas pesquisas e descobriu que os cães terapeutas são usados em muitos países no auxílio para a recuperação de várias doenças”, conta.

Crédito: Zeca Filho
Para isso, os animais passam por inúmeros treinamentos antes de começarem as visitas. “Os cães terapeutas passam por provas para serem admitidos na atividade. Costumo dizer que um cão terapeuta já nasce pronto. Ele deve ter postura dócil, precisa gostar mais de pessoas que de outros animais e tolerar agressão sem ter comportamento agressivo”, conta o veterinário do grupo, Fábio Nakabashi. Para ele, não há uma raça ideal, mas não são recomendados cães de guardas. “Eles assustam e a inteiração fica mais difícil”, diz.
 
Para as visitas aos hospitais e instituições, os cães são higienizados. Além do banho, antes de entrar nos quartos eles têm patas, focinhos e órgãos genitais higienizados. “É preciso que eles estejam completamente livres de impurezas para as visitas aos leitos.” Após esse “banho de gato”, é hora da visita.

 Alegria

Ao avistar Teka, imponente golden retriever caramelo, apontando no corredor, a pequena Ester de Jesus Feitor, de 4 anos, corre eufórica para o quarto. Mas, ao contrário do que alguns possam pensar, ela não foge de medo do cachorro. O motivo é outro. “Mamãe, mamãe, tem um cachorro aqui no hospital!”, conta. A mãe parece não acreditar nas palavras da menina e vem conferir. “Nossa, que grandona”, espanta-se Luciene. E logo incentiva a filha, encorajada pelos voluntários: “pode passar a mão”. Mas Ester está mais interessada no poodle – Batata -, que passa a carregar no colo. Com os braços enfaixados, a menina se esqueceu das queimaduras que a manteve mais do que cinco dias em tratamento no Mário Gatti.

Crédito: Zeca Filho

 Wendell Pinto, também 4 anos, acaba de acordar e parece não entender muito bem o que se passa. Aos poucos, reúne-se em volta do york shire, Pitty, que divide sua atenção com Maria Eduarda Rodrigues, 9 anos.

Crédito: Zeca Filho
Napoleão, um vira-lata de um ano e meio, pula desajeitado na cama de Joílson Figueiredo de Carvalho, de 14 anos. “Adoro cachorro, principalmente grande. Também tenho um vira-lata em casa, estou com saudades dele”, conta o garoto, que esteve no hospital se recuperando de uma cirurgia oftalmológica.

Crédito: Zeca Filho

“Nem parece que estamos no hospital”, comenta a mãe de Duda. E é assim durante as quase duas horas em que os cães permanecem na pediatria. O ambiente de hospital desaparece. Sobram carinhos e abraços para os animais, que retribuem na mesma moeda.

Para se voluntariar

A Ateac precisa de todos os tipos de voluntários. “Se um contador quiser fazer a contabilidade do grupo, será bem vindo. Assim como um cão, que não precisa estar acompanhado de seu dono, e um dono que não tenha cães. Todos podem nos ajudar. Além disso, a ajuda financeira é importante para ajudarmos a manter os trabalhos.”

Para se voluntariar, basta fazer cadastrar no site da ONG www.ateac.org.br. Lá também estão disponíveis mais informações sobre o grupo e outras formas de colaborar com a causa.


Fonte: Juliana Perrenoud - http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=15678

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mundo terá mais de 1 bilhão de idosos em dez anos, diz ONU


 O número de pessoas com mais de 60 anos deve ultrapassar a marca de 1 bilhão em dez anos, de acordo com estudo divulgado pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa, na sigla em inglês). O levantamento aponta ainda que a parcela global de idosos está crescendo mais rápido que todas as outras faixas etárias.
No Dia Internacional do Idoso, lembrado hoje (1º), o órgão destacou que, enquanto a tendência de envelhecimento da sociedade é motivo de celebração, ela também representa desafios, já que requer novas abordagens relacionadas aos cuidados com a saúde, à aposentadoria, às condições de vida e às relações intergeracionais.
Dados do Unfpa indicam que, no ano 2000, pela primeira vez na história, foram registradas mais pessoas com idade acima de 60 anos do que crianças menores de 5 anos. Até 2015, a expectativa é que os idosos sejam mais numerosos que a população com menos de 15 anos. E, em apenas dez anos, 200 milhões de pessoas devem passar a integrar o grupo.
Atualmente, de acordo com o estudo, duas em cada três pessoas com mais de 60 anos vivem em países desenvolvidos. Até 2050, a proporção deve passar a ser quatro em cada cinco.
“Se não forem observadas imediatamente, as consequências dessas questões devem pegar países de surpresa. Em diversas nações em desenvolvimento que têm grandes populações jovens, por exemplo, o desafio é que os governos não têm colocado em prática políticas que apoiem as populações mais velhas ou que sirvam como preparação para 2050”, destacou o Unfpa.
O levantamento mostra também que 47% dos homens idosos e quase 14% das mulheres idosas em todo o mundo ainda estão inseridos no mercado de trabalho. Muitos deles, segundo o órgão, são vítimas de discriminação, abusos e violência.
O documento traz depoimentos de 1,3 mil idosos que vivem em 36 países – inclusive da brasileira Maria Gabriela, de 90 anos. Ao Unfpa, ela elogiou a aprovação do Estatuto do Idoso em 2003. “Temos o suporte da lei e podemos exigir nossos direitos”, disse. “Agora, o que precisamos é emprego e respeito nas ruas”, completou, ao citar problemas como buracos nas ruas que provocam quedas e motoristas de ônibus despreparados para lidar com idosos.

Dia Mundial do Idoso

O 1º de outubro foi instituído Dia Mundial do Idoso pela Organização Mundial da Saúde em 2003. 
O objetivo principal é mostrar a situação do idoso na sociedade e gerar a discussão sobre os direitos garantidos à população da terceira idade. 
A qualidade de vida do idoso depende muito de suas escolhas ao longo da vida. 


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Zooterapia: cães, cavalos, peixes, aves e répteis tratando enfermidades

Bichos podem ajudar a tratar doenças tanto psicológicas quanto físicas


Professora Maria de Fátima, da Faculdade
Medicina Veterinária da USP (Foto Divulgaçao)
A relação próxima do homem com os animais não é de hoje. Desde a Antiguidade, os bichos fazem parte do cotidiano, seja como força de trabalho, na subsistência, ou, simplesmente, como companhia, os famosos pets, termo em inglês para designar os bichinhos de estimação. Talvez, o que muitos não saibam, é que os animais também podem ter grande contribuição em uma área específica da medicina, denominada Zooterapia, cujas técnicas são utilizadas para o tratamento de doenças tanto psicológicas quanto físicas.

Esse tipo de contato com os animais, incluindo cães, peixes, tartarugas, pássaros e, até mesmo, escargots, vem proporcionando o aumento da afetividade, do ânimo e da socialização de jovens, adultos e idosos, como mostra o projeto "Desenvolvendo a afetividade de idosos institucionalizados através dos animais", implantado em 2006 pela professora Maria de Fátima Martins, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade São Paulo (USP).

“A zooterapia é uma ciência que visa estudar a interação do ser humano com o animal, mas sob o ponto de vista terapêutico e educacional. Ou seja, não mais o bicho como comida, não mais como companhia, mas sim estudado e colocado de forma a ajudar as pessoas em situações de estresse e depressão”, explica Maria de Fátima. A professora destaca também que alguns animais, como o cavalo, são importantes para o tratamento de doenças físicas, sendo reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina para o tratamento de diversas enfermidades e limitações.

No caso da equoterapia, o movimento tridimensional do cavalo se assemelha ao realizado pelo homem. Nesse sentido, pacientes com algum tipo de deficiência motora que montam esses animais acabam por receber estímulos de forma repetida no sistema nervoso central, desencadeando respostas positivas. Dentre os benefícios, há a melhora no desenvolvimento motor, maior adequação do tônus muscular, melhora na coordenação motora e no controle da cabeça e do tronco, proporcionando maior equilíbrio.


Criança interagindo com um cachorro, animal usado frequentemente
na zooterapia (Foto: Divulgação)
O conhecimento sobre a zooterapia não é recente. Como explica a professora, o método começou a ser utilizado no final do Século 19, na Bélgica, quando médicos perceberam que pacientes que sofriam de algum tipo de deficiência mental passavam a se socializar melhor devido ao convívio com animais, se tornando menos agressivos. “Já na Inglaterra, nos anos 30, pesquisadores descobriram um fato curioso: os idosos que iam para os asilos, mas que podiam levar seus animais, tinham uma socialização e independência maior do que aqueles que não os levavam. No Brasil, em 1950, a professora Nise da Silveira começou a tratar pacientes esquizofrênicos com cães e gatos, batizando esses animais de coterapeutas”, destaca Maria de Fátima.

O primeiro ponto a ser visto é a empatia entre o paciente e o animal. Para isso, entra em jogo o papel do psicólogo para avaliar o comportamento e a vida passada do paciente, indicando o tipo de bicho a ser adotado no tratamento. “No caso do cão, por exemplo, ele tem que ser de temperamento dócil, responder a alguns tipos de comandos básicos e estar em perfeitas condições de saúde para ser um ‘zooterapeuta’. O maior benefício da zooterapia é referente à socialização, independente do tipo de animal. Para uma pessoa que está desvalorizada, ou desmotivada, o bicho traz um novo ânimo”, afirma.

Tratamentos


Ylenise Marcolino, presidente da Ateac (Foto: Divulgação)
Ylenise Marcolino, presidente da ONG Ateac
(Foto: Divulgação)

Os cães são animais que podem ser usados para melhorar o ânimo de qualquer paciente, mas também podem ajudar a combater os sintomas do autismo e de deficiências ou descordenações motoras, segundo Ylenise Marcolino, presidente do Instituto para Atividade, Terapia e Educação Assistida por Animais.

Para Ylenise, pacientes que apresentam casos de autismo precisam ter a atenção, concentração e interação social estimulados, além do afeto, já que o autista é muito fechado. "O cachorro consegue tornar o mundo exterior mais atraente parao autista. Colocamos o paciente para observar a orelha, a pata, a abraçar o cão. Pacientes com Síndrome de Down e diversas outras síndromes também podem passar pela zooterapia", diz.

No caso de pessoas com deficiências motoras ou problemas de coordenação, o trabalho deve ser sempre acompanhado por fisioterapeutas. "Estimulamos movimentos, a criança joga a bola para o cão, levanta os braços, mexe nas articulaçõs das mãos. Os deficientes conseguem fazer esses movimentos brincando, o que é uma superação. Os cães maiores podem funcionar como aparelhos, o paciente deita com o cão, abraça o cão. Trabalhamos com presilhas de cabelo, para estimular a habilidade motora fina das crianças, que prendem esses objetos nos animais", exemplifica.

Fonte: Ação

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ateac: animais auxiliam tratamentos médicos, através da interação social

Presidente da ONG explica como é o trabalho desenvolvido em nove instituições da região metropolitana de Campinas (SP), desde 2007


Humanização hospitalar ajuda a combater enfermidades e auxilia
tratamentos médicos (Foto: Divulgação)

A Síndrome de Asperger pode ser enquadrada no mesmo tipo de síndrome que o autismo, mas com algumas diferenças: não é responsável por atrasos ou deficiências no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem da criança. O filho da bióloga Silvia Jansen tem a Síndrome de Asperger, que apresenta como principal sintoma a dificuldade de interação social. Em 2004, a família de Silvia ganhou um labrador. Ao conviver com o cão, seu filho passou a responder de forma melhor aos estímulos sociais e a expressar emoções de forma mais intensa, ou seja, os sintomas foram amenizados.
Com a evolução do quadro de seu filho, Silvia começou a pesquisar iniciativas de melhora da saúde e qualidade de vida em Campinas e em todo o estado São Paulo. A pesquisa revelou que haviam poucas iniciativas nessa linha, motivando Silvia a criar, em 2007, o Instituto para Atividade, Terapia e Educação Assistida por Animais (Ateac).
 
Ylenise Marcolino, presidente da ONG Ateac afirma que o objetivo de Silvia era levar o resultado que teve com seu filho a outras crianças. Ela explica como se dão os resultados do trabalho de humanização hospitalar, um dos principais da instituição. “Durante o processo de pesquisa inicial, percebemos que o trabalho com cães trazia múltiplos resultados em um curto intervalo de tempo. Em hospitais, temos moradores e o público flutuante. Os pacientes moradores ficam aguardando a visita dos cães, já que muitos não interagem, a única visita que recebem é a dos cachorros. No caso deles, o contato com os cães possibilita uma diminuição do estresse, libera-se mais endorfinas e o sistema imunológico se fortalece, facilitando o tratamento. Com os pacientes flutuantes, nota-se mudança de comportamento também. Acreditamos que o trabalho com animais é uma coterapia, que auxilia o tratamento médico”, explica.
 
A presidente complementa a explicação sobre o trabalho da Ateac, desenvolvido em nove locais. “Trabalhamos com idosos, autistas, deficientes múltiplos, filhos de soropositivos, em 5 instituições. Com os hospitais, são nove campos de trabalho. Em algumas instituições, cada paciente é acompanhado por um cão. Em outras, um grupo. Montamos atividades de acordo com a necessidade e comprometimento de cada paciente. Em algumas instituições, somos acompanhadas de psicólogas e pedagogas. Com os cães, trabalhamos nos pacientes a afetividade, atenção, cooperação e o aumento da capacidade cognitiva e física.Levar amor pras pessoas e ver o retorno no ato é o melhor de tudo. Trabalhar carinho, afeto, com pessoas que precisam tanto, é muito gratificante", garante Ylenise.
Segundo ela, a Ateac realiza cerca de 982 atendimentos mensais, com 69 cães e 66 voluntários. Na ONG, os voluntários são divididos em três tipos: voluntário sem cão, voluntário com cão e cão-voluntário. “Não somos um canil, todo cachorro que está conosco tem um lar, uma família. O cão tem que ser vacinado e extremamente saudável, já que ele entra em hospital, um ambiente naturalmente contaminado. Não podemos levar mais bactérias”, diz a presidente da organização.
 
Se você tem um cão e também interesse em ajudar a causa da Ateac, é muito simples. Entre em contato com a ONG, no telefone  (19) 3201-3582  ou pelo e-mail ateac@ateac.org.br. “Após um processo de seleção com uma série de avaliações com veterinários, o seu cão pode se tornar voluntário. Fazemos contatos com os veterinários, para ver se o cão está saudável, se é agressivo ou não. Simulamos situações, fazemos testes. Buscamos cães dóceis”, completa.

Fonte: Ação